quinta-feira, 6 de julho de 2017

BEERPACK #01

Já está ficando redundante escrever isso aqui, mas quase não tenho tido tempo para escrever. E de certa maneira, essa falta de tempo acaba se transformando em um bloqueio criativo. Às vezes eu sento para escrever sobre as coisas que mais gosto e não sai nada. Mas enfim, hoje deu pra colocar em pratica o primeiro post de uma série que pretendo fazer daqui pra frente sempre que possível, então espero que compreendam a falta de periodicidade.

Pouco tempo atrás resolvi fazer uma assinatura de cerveja. Hoje com esse boom das cervejas especiais existem vários serviços de assinatura e apesar do preço não ser tão camarada assim, acabei optando por fazer pois tenho a possibilidade de experimentar cervejas novas (algumas provavelmente eu nunca iria encontrar pra comprar aqui na região). Escolhi o Beer Pack do Clube do Malte, que tem o melhor custo x benefício principalmente com relação ao frete que e sempre o que encarece as compras de cerveja na internet. Ele é composto por 4 cervejas e um copo diferentes todo mês e nesse plano de assinatura ainda veio um growler no primeiro pack.

Hump Beer American Lager


Tipo: American Lager
Graduação Alcoólica: 4,50% vol
Volume: 355 ml
Cerveja de coloração dourada e translucida. Creme branco de baixa formação mas que persiste. Aroma maltado com notas herbais e gramíneos. Sabor maltado, de dulçor moderado com ótimo contraste de lúpulo que se mantem no aftertaste no final seco.

Hump Beer APA


Tipo: American Pale Ale
Graduação Alcoólica: 5,20% vol
Volume: 355 ml
Coloração acobreada com espuma clara de boa formação e duração. Ao abrir a garrafa e colocar a cerveja no copo já é possível sentir a presença de lúpulo, com notas herbáceas e cítricas. Corpo médio com características suaves de malte e amargor bem pronunciado que persiste no aftertaste. Uma APA com ótima drinkability.

Warsteiner Premium Verum


Tipo: German Pilsner
Graduação Alcoólica: 4,80% vol
Volume: 330ml
Cerveja de coloração amarelo acobreado com espuma de boa formação e duração. Aroma maltado com pouca presença de lúpulo. Sabor com notas de caramelo e um leve tostado com final seco e pouca presença de lúpulo.

Warsteiner Roasted Barley Malt


Tipo: Dunkel
Graduação Alcoólica: 4,80% vol
Volume: 330ml
Cerveja de cor marrom acobreado com creme bege de boa formação e média duração. Aroma maltado com notas de caramelo e toffee. No sabor o dulçor do malte e notas de caramelo e leve tostado são as estrelas. O amargor é muito suave e quase não aparece. Corpo e carbonatação são médios.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

MOTO ELÉTRICA - SAROLÉA MANX7

Hoje em dia é inevitável não falar em sustentabilidade e consequentemente sempre ouvimos que os motores à combustão estão com os dias contados e que marcas icônicas como a Harley Davidson estão buscando novas tecnologias e maneiras de se inserir no mercado de motos sustentáveis. Não quero entrar no mérito de sustentabilidade com esse post, até por que é um assunto muito amplo. Então vou tentar me conter apenas nas motos, mas antes de falar da moto desse post algumas coisas devem ser esclarecidas:

1° Acho que temos que buscar viver de maneira sustentável, mesmo tendo ciência que sou falho nesse sentido em determinados momentos do dia. Não que seja uma desculpa, mas trabalhar no ramo da construção civil (principalmente aqui no Brasil) de forma sustentável é um puta desafio.

2° Apesar de os motores à gasolina contribuírem com a poluição (vale salientar que a poluição gerada pelas motos é muito pequena, perto dos outros automóveis movidos à combustíveis fósseis) um motor de uma Panhead ou uma 7 Galo tem um som que nenhuma outra moto (elétrica) vai conseguir reproduzir.

3° Essas motos (com índices de poluição mais elevados) tem uma mecânica e elétrica muito simples, o que nos permite realizar manutenções em casa. Em uma moto moderna e cheia de fios, isso é um pouco mais complicado.

Esses pequenos fatores pesam na hora de pensar de forma racional e emocional. E porque eu falei isso tudo se o assunto do post é uma moto elétrica? É que como apaixonado por motos clássicas às vezes a gente cria uma certa resistência com tudo aquilo que é novo. De certa forma não tão novo assim né. A Saroléa é uma marca belga que iniciou sua produção em 1850 e em 1901 já lançava sua primeira motocicleta com um motor de 247cc e que teve uma evolução até o início dos anos de 1950 (no site da empresa é possível ver a linha de tempo da marca) em que a marca ficou famosa por suas motos vencerem várias competições de velocidade daquela época. Em meados da década de 50 a economia pós guerra não era das melhores e a empresa teve que diminuir a produção e teve o encerramento de suas atividades em 1973. Recentemente (2008), a marca foi comprada por dois irmãos com o intuito de produzir motos 100% elétricas e de alta performance (desde então, participam do mundialmente famoso Tourist Trophy da ilha de Man com o modelo SP7).

Em 2015 a empresa lançou um modelo para a cidade inspirado na super bike SP7, a MANX7. Essa motoca foi o motivo desse post, em que apesar de eu (de certa forma) defender os motores à combustão me deixa entusiasmado com a possibilidade de em um futuro não muito próximo (essa é a realidade) podermos pilotar uma moto tão bacana como essa.



terça-feira, 23 de maio de 2017

CERVEJAS RUPESTRE

A Rupestre apareceu aqui no blog recentemente e sempre que chega alguma novidade eu corro pra experimentar. Os últimos rótulos que experimentei foram a Red Ale Defumada e uma American Dark Ale.

Red Ale Defumada


Graduação Alcoólica: 6,30% vol
Tipo: Red Ale
Volume: 600ml
Cerveja de coloração acobreada, com creme beje de ótima formação e duração. Aroma maltado e caramelado. Sabor com notas de caramelo, malte levemente torrado. Amargor suave, muito bem inserido. Corpo e carbonatação média.

American Dark Ale


Graduação Alcoólica: 4,50% vol
Tipo: American Porter
Volume: 600ml
Cerveja de coloração marrom escuro com reflexos de matizes rubi. Creme beje de boa formação, mas que baixou rápido. Aroma maltado com notas de malte tostado e presença de lúpulo com caráter floral muito leve. Sabor de malte torrado, amargor suave e final seco. Corpo médio com baixa carbonatação e leve adstringência, característica dos maltes escuros.

Obs.: Como ela não veio com classificação de estilo e o American Dark Ale não é um estilo que exista, acabei classificando ela como uma American Porter, pois apresentou notas médias de maltes torrados, corpo médio e amargor suave.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

SANTA RITA DE JACUTINGA-MG / FAZENDA SANTA CLARA

Como disse nos posts anteriores, não estou com muito tempo de sobra e por isso a atividade aqui no blog diminuiu bastante, até porque não tenho rodado quase nada de moto a não ser de casa para o trabalho. O último ride que fiz foi um bate e volta até a fazenda Santa Clara na cidade de Santa Rita de Jacutinga, que fica entre os estados de MG e RJ.


A fazenda está localizada cerca de 18 quilômetros antes da cidade para quem vem no sentido Rio Preto para Santa Rita. Dessa vez, resolvi seguir o GPS ao pé da letra. E para minha "surpresa" ele me jogou em uma estrada de terra pouco depois de Juiz de Fora que seguia até a cidade de Santa Bárbara do Monte Verde.

Estradas de terra são sempre convidativas e com essa não foi diferente. Tinha chovido na noite anterior e por aqueles lados a chuva foi forte, pois tinha várias arvores caídas e algumas fechando a estrada. Mas nada que atrapalhasse a passagem de moto.


Chegando próximo da fazenda já é possível avistá-la da rodovia e de longe ela impressiona pelo tamanho. Se me lembro bem, há uma taxa de 15 reais para a visitação que dura cerca de 40 minutos. Não vou me lembrar de tudo que vimos, mas para título de curiosidade a propriedade possui 10 hectares e a área construída é de quase 6 mil metros quadrados. São 365 janelas, 52 quartos e 12 salões, representando os dias, semanas e meses do ano respectivamente. Para que tudo isso eu não sei, mas como disse o nosso guia: "hoje em dia o funkeiro ostenta com carro e cordão de ouro. Naquela época os coronéis ostentavam com construções faraônicas".


A fazenda teve sua construção iniciada em meados do século XVIII com o ciclo do ouro e posteriormente durante o ciclo do café passou por uma ampliação. Na foto é possível ver a diferença de estilos nas janelas com detalhes arredondados do estilo barroco (ciclo do ouro) e detalhes mais simples, retos no estilo neoclássico (ciclo do café).


O casarão tem muitos detalhes e várias histórias que são passadas pelos guias, como por exemplo as festas e jantares realizados nos salões, alimentação que era preparada pelas mucamas e equipamentos considerados inovadores naquela época.

Capela

Senzala

Portão de aço e madeira da masmorra

Em resumo, a visita é muito legal para quem quer conhecer um pouco mais sobre o modo de vida daquela época.